Ao examinarmos a história, verificamos que o sucesso geral de se educar a criança até os limites de sua capacidade é relativamente novo. O uso atual do termo excepcional é, em si mesmo, um reflexo das mudanças radicais dos pontos de vista da sociedade em relação àqueles que se desviam da norma. Progredimos bastante lentamente, desde a época espartana, quando se matavam os bebês deficientes ou deformados. A História Historicamente podem ser reconhecidos quatro estágios de desenvolvimento das atitudes em relação às crianças excepcionais. Primeiramente, na era pré-cristã, tendia-se a negligenciar e a maltratar os deficientes. Num segundo estágio, com a difusão do cristianismo, passou-se a protegê-los e compadecer-se deles. Num terceiro período, nos séculos XVIII e XIX, foram fundadas instituições para oferecer-lhes uma educação a parte. Finalmente, na última parte do XX, observa-se um movimento que tende a aceitar as pessoas deficientes e a integra-las, tanto quanto possível. No decorrer do século XX, a expansão da educação especial foi assumindo proporções cada vez maiores, que se encaminharam no sentido de sua institualização como sub-sistema significativo dentro do sistema educacional. Surgem instituições de deficientes, legislações específicas e movimentos para promover o bem estar das pessoas excepcionais. Neste contexto, começam a surgir equipamentos direcionados a pessoas deficientes, visando diminuir suas dificuldades e dando-lhes oportunidades de participar de forma efetiva, no esforço comum de progresso e desenvolvimento humano, numa tentativa de aproveitar nesses indivíduos, as potencialidades de que dispõem. Por exemplo, o uso do computador é uma ótima solução a realização de testes cognitivos em pessoas deficientes, que tem dificuldades para realizar testes cognitivos comuns. Para se poder analisar propriamente a capacidade cognitiva de um deficiente físico, é necessário fazer adaptações que são muito mais simples com o uso de ferramentas eletrônicas. O computador também se torna uma grande ferramenta no auxílio do tratamento e reabilitação de deficientes, principalmente no acompanhamento de sua progressão cognitiva, e em testes de reflexos e assossiativos. Com a evolução da informática a acessibilidade se ampliou, pessoas antes totalmente excluídas ocupam um lugar na sociedade. Pesquisas na área pedagógica aliada à programas especiais e a legislações permitem o ingresso, antes inacessível, de deficientes no mercado de trabalho, ao lazer e várias outras atividades. Extrapolando esse desenvolvimento, hoje soluções que um dia foram visualizadas para ajudar deficientes a sobrepujar suas dificuldades estão sendo usadas em situações em que pessoas sem essas deficiências se encontram temporariamente desprovidas de alguma facilidade motora, ou por simples conveniência. Algumas soluções adicionadas simplesmente para permitir acessibilidade estão se tornando características desejáveis para todo o público, modificando o universo dos aplicativos atuais no mercado.
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